Tom Morello afirmou que artistas neutros merecem um lugar especial no inferno. Para ele, separar música e política é pura hipocrisia.
O renomado guitarrista Tom Morello, famoso por sua atuação com as bandas Rage Against the Machine e Audioslave, não hesitou em expressar suas opiniões sobre a relação entre música e política. Em uma entrevista à revista Metal Hammer, ele rebateu as críticas que afirmam que artistas não deveriam se manifestar politicamente.
Morello destacou que existe “uma camada extra quente no inferno” para aqueles que optam pelo silêncio em momentos de injustiça social. Para ele, essa ideia de que música e política devem ser mantidas separadas é “altamente hipócrita”. O músico argumentou que, na verdade, as pessoas que pedem a neutralidade dos artistas muitas vezes estão apenas discordando das opiniões que esses artistas têm.
Ele trouxe à tona uma questão importante: “Por que você deveria abrir mão do seu direito à liberdade de expressão no trabalho que você faz? Só porque isso ofende alguém?” Ele continua, explicando que censurar a si mesmo significa prejudicar não apenas a própria carreira, mas também a autenticidade que cada um deve carregar. Para Morello, é essencial que artistas se mantenham fiéis ao que acreditam, seja na música ou em qualquer outra profissão relacionada ao meio.
“Acho que o contrário é que é verdade. Acho que você prejudica a si mesmo e ao seu tempo ao censurar quem você é no seu mundo, não apenas como músico, mas também no seu trabalho como jornalista musical, gerente de turnê ou motorista de ônibus. Você não deve abandonar quem você é e no que acredita.”
Em suas declarações, Morello também se referiu aos “isentões”, ou seja, aqueles que se mantêm neutros em questões sociais e políticas. Ele expressou sua esperança de que esses indivíduos “queimem no inferno” por não se posicionarem em tempos de injustiça, afirmando: “Existe uma camada extra quente no inferno para as pessoas que, em tempos de grande injustiça, se censuram e permanecem em silêncio quando deveriam se manifestar, por medo de algum troll da internet.”
Com essas palavras, Tom Morello reafirma a importância do ativismo na arte e a responsabilidade dos artistas em se manifestar contra as injustiças sociais. A música, para ele, não é apenas uma forma de entretenimento, mas também uma poderosa ferramenta de mudança e conscientização.
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