De 4 a 13 de junho, Curitiba recebe uma das maiores celebrações do cinema brasileiro. O Olhar de Cinema exibe curtas e longas em espaços icônicos como a Ópera de Arame e o Museu Oscar Niemeyer.
Curitiba se transforma em um verdadeiro paraíso do cinema durante dez dias, recebendo a 15ª edição do Olhar de Cinema. De 4 a 13 de junho, a capital paranaense será palco para cerca de 80 produções, entre curtas e longas-metragens, que ocuparão locais icônicos como a Ópera de Arame e o Museu Oscar Niemeyer. O festival traz novas histórias e personagens, convidando os curitibanos a explorar diferentes universos cinematográficos.
O Olhar de Cinema surgiu de um desejo genuíno: compartilhar a paixão pela sétima arte em um momento em que a cidade carecia de eventos desse tipo. Antônio Gonçalves Jr., cofundador e diretor artístico do festival, recorda que entre 2009 e 2010, Curitiba perdeu três festivais importantes. “Ficamos órfãos de um evento”, conta ele, refletindo sobre a necessidade de um espaço para exibir filmes que, de outra forma, nunca chegariam ao público.
“Nós pensamos: ‘Vamos montar uma mostra para exibir alguns desses filmes que estamos vendo fora, que achamos massa e que as pessoas não têm como acessar’”, lembra Gonçalves.
Com essa ideia, o sonho de criar o Olhar de Cinema se concretizou em 2012. Desde então, o festival passou por transformações, mas nunca perdeu sua essência. Mesmo diante de desafios, como a pandemia de coronavírus e a falta de apoio à cultura durante o governo anterior, a paixão pela sétima arte se manteve firme. “Esse norte, esse sonho que a gente tinha lá atrás, perdura até hoje”, afirma Gonçalves.
O festival também se dedica a impulsionar filmes independentes e seus realizadores, buscando oportunidades para que suas produções ganhem visibilidade. “A gente quer contribuir, ajudar de alguma maneira, na carreira dele, a estar em outros festivais, a encontrar uma vitrine em canais de TV ou plataformas de streaming”, explica.
“Nós estamos sempre com essa missão de contribuir com os filmes que estão aqui, de tratar cada um com muito carinho”, complementa Gonçalves.
A realização do Olhar de Cinema é um trabalho contínuo e coletivo, que se reinicia a cada edição. “O principal é a manutenção e essa construção, que está relacionada com o crescimento. É tijolinho por tijolinho, que a gente sempre trouxe do passado”, afirma Gonçalves, ressaltando a importância de uma evolução constante e consciente.
Ao longo dos anos, o festival se consolidou como um dos principais eventos de cinema do Brasil, e a expectativa é que continue a crescer e a trazer novas experiências aos espectadores. Em sua abertura na Ópera de Arame, que já é uma tradição, a equipe se prepara para receber um público ansioso por novidades e boas histórias. “Eu não tenho dúvida disso, porque a equipe é muito inquieta, sempre quer trazer algo melhor, uma experiência diferente, mas sempre com muito pé no chão”, conclui Gonçalves.
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