Pesquisadores identificaram vestígios de uma construção em madeira erguida antes de Stonehenge. O achado indica que povos da Idade da Pedra já dominavam ciclos astronômicos com surpreendente precisão.
Uma descoberta fascinante pode mudar a forma como entendemos os primórdios da civilização e a construção de monumentos. Pesquisadores sugerem que povos da Idade da Pedra podem ter erguido uma estrutura de madeira há cerca de 5 mil anos, muito antes da famosa construção de Stonehenge. Esta estrutura, localizada nas proximidades do monumento de pedra, parece ter sido usada para observar os solstícios, revelando um conhecimento astronômico impressionante para a época.
A nova evidência sugere que esses antigos povos não apenas habitavam a região, mas também tinham um profundo entendimento dos ciclos naturais. Ao que tudo indica, a estrutura de madeira foi projetada para permitir a observação do sol em momentos específicos do ano, como o solstício de verão e o solstício de inverno. Isso indica que a relação dos seres humanos com os fenômenos celestiais é muito mais antiga do que se pensava anteriormente.
Os especialistas estão animados com as implicações dessa descoberta.
“Isso muda nossa compreensão sobre a complexidade das sociedades neolíticas e suas práticas culturais. Eles tinham um nível de sofisticação que não esperávamos encontrar tão cedo na história”,
afirmou um dos arqueólogos envolvidos nas escavações. Os pesquisadores acreditam que a estrutura de madeira pode ter desempenhado um papel essencial nas práticas rituais e na organização social desses povos.
A pesquisa em andamento busca determinar se essa construção realmente precedeu Stonehenge e como ela se relaciona com outras estruturas contemporâneas. A equipe está analisando amostras de madeira e utilizando tecnologia avançada, como datação por carbono, para entender melhor a cronologia e o significado dessa estrutura.
À medida que novas informações emergem, a expectativa é que a história da arquitetura megalítica e da astronomia antiga se torne ainda mais rica e complexa. O que podemos afirmar é que essa descoberta certamente abre novas portas para a pesquisa sobre os povos que habitaram a região da Grã-Bretanha e suas interações com o ambiente.
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