Mariana Damazio, engenheira de 33 anos, foi diagnosticada com câncer de mama metastático aos 29 e usa seu perfil no Instagram (@curasdiarias) para reforçar que uma vida com qualidade é possível mesmo diante da doença. A carioca iniciou rastreamento precoce aos 23 anos por causa de casos na família — tias que tiveram câncer — e mantinha hábitos de alimentação saudável e prática regular de exercícios. Ela é vegetariana há dez anos.
Em 2020, durante a pandemia, Mariana não fez os exames no meio do ano. Quando realizou os testes em dezembro, foram identificados nódulos na mama esquerda, sem características claras de malignidade. A médica optou por acompanhamento mais rigoroso e solicitou nova avaliação em seis meses em vez do intervalo usual de um ano.
Em junho de 2021, os nódulos da mama esquerda mantinham-se inalterados, mas apareceu na mama direita uma massa de cinco centímetros considerada altamente suspeita. Mariana foi encaminhada para biópsia e, após exames complementares — ultrassonografia, ressonância e mamografia — o diagnóstico de câncer de mama foi confirmado quando ela tinha 29 anos.
Antes de iniciar quimioterapia, a paciente realizou um PET-CT para avaliar o corpo inteiro e detectar possíveis focos de disseminação. O exame identificou um nódulo no fígado que, após biópsia, confirmou tratar-se de metástase hepática de origem mamária, caracterizando câncer de mama metastático, conhecido como estágio IV.
A cirurgiã oncológica Ana Cristina da Silva do Amaral Herrera, professora do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Campus Londrina, explica que a metástase indica que células do tumor primário na mama se espalharam para outros órgãos, mas permanecem classificadas como câncer de mama. Segundo a especialista, avanços no tratamento permitem controlar a doença por longos períodos e oferecer qualidade de vida a muitas pacientes.
Mariana recebeu quimioterapia e, segundo relata, o organismo respondeu bem ao tratamento: após seis ciclos entrou em remissão e ela interrompeu a quimioterapia após oito sessões. Em dezembro de 2021 passou a fazer terapia de manutenção com duas medicações de bloqueio hormonal e uma terapia-alvo, protocolo que inicialmente era de duração indefinida. No ano passado, ao completar quatro anos em remissão, uma das medicações foi suspensa pelo médico por não ser mais necessária.
Atualmente, o tratamento consiste em uma medicação oral de bloqueio hormonal e aplicações de terapia-alvo a cada 21 dias. Mariana afirma conviver com sequelas e efeitos colaterais, mas ressalta que mantém trabalho, viagens, exercícios e encontros com amigos, e se declara grata pela vida.
Com informações de Revistamarieclaire.globo
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