Quem: Paulo Nascimento, diretor e roteirista gaúcho conhecido por “Em Teu Nome” (2009) e “A Oeste do Fim do Mundo” (2013).
O que: gravação de dois filmes de terror — “Taxidermista” (The Taxidermist) e “13 Almas” (13 Souls).
Onde: ruas de Nova York, com apoio da New York Film Commission.
Como: orçamento de aproximadamente US$ 2 milhões obtido por meio de cotas vendidas a investidores privados, modelo similar à compra compartilhada de jatos executivos.
Por quê: apostar no gênero terror, que possui público fiel e custo competitivo, visando distribuição mundial.
Detalhes das produções
“Taxidermista” mistura suspense psicológico e slasher. A trama acompanha uma ex-enfermeira extremamente religiosa que acredita conceder “eternidade” às vítimas por meio da taxidermia. A atriz Guenia Lemos interpreta a protagonista.
Já “13 Almas” se baseia em fatos reais: depois de entrar em contato com as covas de 13 vítimas não identificadas de um incêndio, uma garota começa a vivenciar fenômenos sobrenaturais.
Imagem: Internet
Estrutura internacional
Embora falados em inglês e ambientados nos Estados Unidos, os longas não se classificam como produções estritamente americanas. O objetivo é atingir o mercado global, estratégia que levou Nascimento a escalar elenco internacional e a manter agentes de vendas responsáveis pela negociação dos direitos em diferentes territórios.
As produções contam com a coprodução da norte-americana Rose Pictures. A parceria permitiu a contratação de profissionais experientes, como a figurinista Olga Turka, que integrou a equipe da franquia “Terrifier”, sucesso que ultrapassou US$ 80 milhões em bilheteria.
Próximos passos
Para concluir a pós-produção de “Taxidermista” e “13 Almas” em estúdios de sonorização na Espanha e na Argentina, o diretor ainda busca um último investidor. Paralelamente, Nascimento prepara “Bethany’s House”, terceiro projeto de terror financiado pelo mesmo sistema de cotas. O filme abordará punições aplicadas pela Igreja Católica em países como Canadá e Inglaterra.
Com o apoio logístico da New York Film Commission — que liberou vias públicas e disponibilizou policiamento sem custo —, Paulo Nascimento reforça sua aposta no terror independente como caminho para manter a produção autoral viável no mercado internacional.
Com informações de UOL Splash
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