Resumo: Russell Myers revelou que William buscou a rainha Elizabeth II após a polêmica entrevista de Andrew sobre Jeffrey Epstein. Segundo o biógrafo, o príncipe de Gales queria o banimento completo do tio da vida pública e privada da família real. O príncipe William recorreu diretamente à avó, a rainha Elizabeth II (1926-2022), para defender que o tio Andrew fosse afastado de todos os deveres oficiais e também dos compromissos privados da monarquia anos antes das controvérsias mais recentes. A informação foi dada pelo biógrafo da realeza Russell Myers em entrevista publicada pela revista Us Weekly nesta quarta-feira (25).
Reação à entrevista de 2019
Em 2019, o então príncipe Andrew participou do programa “BBC Newsnight” para explicar sua relação com Jeffrey Epstein (1953-2019). Myers contou que William ficou “absolutamente irredutível” após assistir à conversa e considerar “desastrosas” as justificativas do tio para a amizade com o criminoso sexual condenado.
Falta de pedido de desculpas pesou
De acordo com o especialista, o herdeiro do trono se incomodou especialmente com a ausência de um pedido de perdão e de reconhecimento do sofrimento das vítimas de Epstein. “Ele realmente disse à falecida rainha e a seu pai [o rei Charles III]: ‘Ele precisa ser banido. Andrew tem que ser afastado tanto da família real pública quanto da privada’”, relatou Myers.
Novo livro detalha bastidores
Os bastidores desse episódio fazem parte de “William and Catherine: The Monarchy’s New Era: The Inside Story”, obra de Myers que chega às livrarias nesta quinta-feira (26). O autor afirma ainda que William adotaria uma postura “muito mais rígida” com o tio caso já estivesse no trono.
Entrevista sem arrependimento
Na conversa com a BBC, Andrew declarou não se arrepender da amizade com Epstein: “A razão é que as pessoas que conheci e as oportunidades que tive de aprender, seja com ele ou por causa dele, foram realmente muito úteis”, disse.
Queda de títulos e investigação
No fim do ano passado, o irmão do rei Charles III perdeu seus títulos reais e teve de deixar a mansão onde morava sem pagar aluguel ao lado da ex-esposa, Sarah Ferguson. A situação de Andrew se agravou quando, na quinta-feira (19), ele foi detido — e liberado no mesmo dia — sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, acusado de repassar relatórios confidenciais a Epstein enquanto atuava como enviado comercial global do Reino Unido. Fonte: Revista Monet
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