Cássia Kis foi apontada nesta sexta-feira, 24 de maio, como autora de atos transfóbicos contra uma mulher trans no banheiro feminino do Barra Shopping, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A alegação foi divulgada nas redes sociais pela vítima, que trabalha no local e registrou parte do episódio em vídeo.
A mulher que registra a denúncia foi identificada como Roberta Santana. Em publicação e em filmagem compartilhada online, Roberta afirma que a atriz a confrontou enquanto esperava na fila para usar o sanitário. Segundo a vítima, os ataques teriam começado antes mesmo de ela entrar na cabine e continuaram posteriormente, com comentários que Roberta considera transfóbicos.
A funcionária relata ter gravado a situação quando decidiu registrar as falas dirigidas a ela. Ainda de acordo com Roberta, após sair da cabine, a atriz e outra funcionária do shopping teriam seguido questionando sua permanência no banheiro feminino. A vítima afirma que mostrou documento e ressaltou sua identidade de mulher trans, e afirmou sentir vergonha ao relembrar o episódio no ambiente de trabalho que frequenta diariamente.
Roberta declarou também que hesitou antes de tornar público o caso, por não querer expor a situação, mas que decidiu postar o vídeo. Ela relatou ter se sentido constrangida e disse que a atriz chegou a questionar se ela estaria “assumindo” ser homem, além de afirmar que a atriz teria comentado não usar o banheiro masculino, implicando que Roberta não deveria estar no feminino.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e passou a ser acompanhado por internautas e veículos de imprensa. Não há informações públicas no material divulgado sobre eventuais providências tomadas no local no momento do incidente ou sobre comunicação formal às autoridades até a publicação desta nota.
Cabe lembrar que, em outubro de 2024, Cássia Kis tornou-se ré em processo por homofobia após declarações consideradas preconceituosas; à época, o Ministério Público do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) acolheu denúncia apresentada pela Antra (Articulação Nacional dos Transgêneros) e pelo ator José de Abreu. O processo criminal foi arquivado em 2025 e segue tramitando na esfera cível.
Com informações de Portalleodias
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