TRANSMISSÃO: Globo | Band | Record
André Luiz Miranda, 38 anos, aparece em três produções na televisão: na inédita A Nobreza do Amor, onde interpreta Akin; na reprise de Avenida Brasil, como Valentim; e na edição especial de Terra Nostra, no papel de Tiziu. Apesar da presença simultânea em obras importantes, o ator afirma que a carreira permanece incerta e que nada está garantido no mercado de atuação.
Recentemente protagonista em Dona Beja — série gravada em 2024 e lançada pela HBO Max em fevereiro de 2026 — André celebra o aumento da representatividade nas tramas. Ele ressalta que, historicamente, personagens negros eram colocados em posições subalternas, enquanto produções atuais permitem que esses personagens mostrem desejos, amores e dores. Para o ator, obras como Dona Beja e A Nobreza do Amor contribuíram para desconstruir estereótipos e exaltar elementos da cultura africana.
André recorda que entrou na carreira ainda criança, nos anos 1990, e foi uma das poucas crianças negras a ter algum protagonismo na TV na época. A mudança de referência também se reflete na família: sua filha Beatriz, de 10 anos, já se inspira em personagens como Alika, interpretada por Duda Santos, chegando a copiar o visual e pedir para vestir-se como a princesa exibida na novela.
O caminho até A Nobreza do Amor passou pela iniciativa do próprio ator: enquanto finalizava as gravações de Paulo, o Apóstolo, na Record, começou a enviar material e a pedir teste para a equipe de elenco da Globo, a partir de 2025. Ele conta que recebeu o convite no dia de seu aniversário, 7 de outubro, e que a estreia da novela coincidiu com o aniversário da filha, em 16 de março.
Ao longo da trajetória, André passou por momentos sem trabalho. Entre 2014 e 2016, investiu em um restaurante em Bonsucesso, projeto que durou três anos, antes de retomar plenamente a atuação. Ele lembra trabalhos marcantes em diferentes emissoras, como Terra Nostra (1999), Aquarela do Brasil (2000), A Casa das Sete Mulheres (2003), Floribella (Band, 2005) e Avenida Brasil (Globo, 2012).
Para o ator, o ponto de virada recente foi a série Verônika (Globoplay), em 2023, quando interpretou Cristiano Olegário, personagem distante da imagem de “bom moço” que o público costuma associar a ele. O papel o levou a adotar rotina de treino e acompanhamento nutricional, hábitos que manteve após as gravações.
André também comenta episódios de discriminação que vivenciou, como abordagem policial e segurança o seguindo em locais públicos. Questionado sobre papéis antes destinados a atores brancos, ele e David Junior protagonizaram versões de personagens que, em Dona Beja de 1986, haviam sido interpretados por Marcello Picchi e Grancindo Junior — uma mudança que, segundo André, exige revisão histórica, já que havia negros com posses antes da abolição.
No plano pessoal, é casado com Bárbara Laino há 14 anos. O casal não planeja ampliar a família por ora; Beatriz, que chegou a querer um irmão, agora tem um afilhado de 2 anos, Ravi. André diz que suas escolhas hoje são pensadas a partir da filha e que, profissionalmente, vive um dia de cada vez, concentrado no trabalho que faz na novela A Nobreza do Amor.
Com informações de Revistaquem.globo
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