O longa Citizen Vigilante, estrelado por Armie Hammer, foi banido na Alemanha. O diretor Uwe Böll confirmou que o conteúdo foi considerado perigoso pelas autoridades alemãs.
Uma nova produção estrelada por Armie Hammer, intitulado Citizen Vigilante, foi banida na Alemanha. O filme recebeu essa proibição devido ao seu conteúdo considerado “incitante à violência contra imigrantes”, conforme revelou o diretor Uwe Böll.
Citizen Vigilante narra a história de Sanders, interpretado por Hammer, um homem que, após perder a confiança nas autoridades, decide fazer justiça com suas próprias mãos. A trama o leva a perseguir bandidos e políticos corruptos, e sua jornada como vigilante o transforma em uma figura popular nas redes sociais, mas também o coloca em conflito com o chefe da polícia local.
O filme começa com uma cena impactante, onde uma mãe é assassinada por criminosos imigrantes diante de seu filho, o que gerou polêmica e contribuiu para a decisão da agência alemã FSK, responsável pela classificação de conteúdos audiovisuais, em não conceder uma classificação ao filme. Isso significa que, para assisti-lo, o público precisaria adquirir uma cópia em Blu-ray da Áustria ou da Suíça.
“Eu acho que fizeram isso de propósito”, afirmou Böll em entrevista ao The Daily Telegraph. “Foi uma decisão deliberada de censura. Contratei um advogado para reclamar, mas perdemos por seis votos a dois, pois me disseram que o filme incitava violência contra imigrantes.”
O diretor também expressou sua indignação em relação à forma como suas visões políticas foram interpretadas:
“Agora estão dizendo que se você for conservador em qualquer coisa – social, sexual, política – você é um nazista. Mas é assim que as coisas estão no momento. Se você questionar qualquer coisa – como as centenas de bilhões injetados na Ucrânia – então você é amigo de Putin ou nazista, ou ambos.”
Além disso, Böll defendeu a escolha de Armie Hammer para o papel principal, uma vez que o ator enfrenta acusações de abuso sexual desde 2021. Apesar das controvérsias, a investigação policial não encontrou provas suficientes para processá-lo. O diretor ressaltou que Hammer é um grande talento, e que sua escolha foi baseada em seu desempenho como ator.
“Escalei Armie Hammer para o papel principal porque ele é um ótimo ator e também porque ele estava com um projeto cancelado e queria trabalhar”, explicou Böll. “Ele não foi acusado de nada, não houve processo. Ele era apenas um cara famoso que estava aprontando. Ele é um cara bonito e carismático, que poderia ser James Bond. Aliás, ele seria perfeito para o papel.”
Com essa polêmica, Citizen Vigilante promete gerar discussões acaloradas sobre liberdade de expressão e o papel do cinema na sociedade contemporânea.
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