Transmissão: Band
Maradona evitou que a atual campeã do mundo fosse eliminada na fase de grupos da Copa de 1990
Na Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália, Diego Maradona protagonizou uma jogada polêmica que impediu a eliminação precoce da seleção argentina. Aos 11 minutos da partida pelo Grupo B contra a União Soviética, o capitão soviético Oleg Kuznetsov finalizou em direção ao gol e a bola acabou atingindo o braço direito de Maradona, que estava na trajetória. O árbitro sueco Erik Fredriksson não assinalou pênalti e mandou o jogo seguir; a partida terminou 2 a 0 a favor da Argentina.
O lance, comparado à “La Mano de Dios” de 1986, voltou a provocar reclamações dos soviéticos. O então treinador da União Soviética, Valeri Lobanovsky, criticou a atuação da arbitragem após o jogo, afirmando que o tratamento dado a Maradona pelos árbitros era desigual e comparando ironicamente a visão da arbitragem sobre o jogador. Anos depois, o meio-campista Igor Shalimov também lembrou o episódio e disse que, na opinião da equipe soviética, o árbitro teve condições de ver o lance com clareza e que, se o pênalti tivesse sido marcado, a União Soviética poderia ter seguido na competição.
A vitória sobre os soviéticos foi fundamental para a Argentina avançar às oitavas de final. No grupo, a seleção havia começado com uma derrota surpreendente para Camarões por 1 a 0, empatou em 1 a 1 com a Romênia e, graças ao resultado contra a União Soviética, passou de fase — na etapa seguinte eliminou o Brasil. Já a União Soviética caiu na fase de grupos.
O episódio também marcou reflexões sobre os procedimentos de arbitragem. Na época, os árbitros de linha eram responsáveis apenas por assinalar se a bola havia saído pelas laterais ou pelo fundo; decisões como as do jogo frequentemente ficavam a cargo do árbitro principal. Em decorrência de controvérsias como essa, a FIFA revisou as funções dos auxiliares, transformando-os em árbitros assistentes com atribuições mais claras de trabalho em equipe.
Após a campanha que levou a Argentina à final em 1990, os hermanos foram derrotados pela Alemanha por 1 a 0, em partida decidida por um pênalti marcado pelo árbitro Edgardo Codesal.
O árbitro Erik Fredriksson recebeu protestos formais da União Soviética e, posteriormente, não voltou a apitar outra edição da Copa do Mundo.
Com informações de Revistamonet.globo
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