São Paulo, — A minissérie A História Distorcida de Amanda Knox estreou no Disney+ no Brasil com oito episódios semanais — novos capítulos chegam sempre às quartas-feiras. A produção revisita o caso da estudante norte-americana Amanda Knox, acusada, condenada e depois absolvida do assassinato da colega britânica Meredith Kercher em 2007, na cidade italiana de Perugia.
Interpretada por Grace Van Patten, Amanda tem seu calvário retratado desde o primeiro interrogatório até o pós-prisão. O roteiro destaca a confissão obtida sob pressão pela polícia italiana, a exposição sensacionalista da imprensa — que a apelidou de “Foxy Knoxy” — e a posterior identificação de Rudy Guede, condenado em processo separado com base em provas de DNA. A própria Amanda Knox assina a produção executiva.
Como a crítica recebeu a série
No Rotten Tomatoes, o programa registra 74% de aprovação entre críticos especializados. Já no IMDb, a nota do público está em 5,8/10.
- Variety elogia o poder de indignar o espectador, sobretudo após a condenação inicial, quando surgem detalhes menos conhecidos do caso.
- The Hollywood Reporter classifica a obra como “astuta e convincente”, destacando a reflexão sobre o consumo de narrativas de crimes reais e as falhas do sistema de justiça.
- Para a Time, falta uma visão definitiva de quem é Amanda Knox, embora a revista reconheça a atuação “admirável” de Grace Van Patten.
- O site RogerEbert.com aponta que os episódios finais são os mais esclarecedores por mostrarem a reintegração de Knox à sociedade.
- Em tom mais crítico, a BBC considera a série “mal concebida”, citando mudanças de tom que alternam momentos leves e comentários inoportunos, além de tentar romantizar passagens do caso.
Pontos em comum e falhas apontadas
Diversos veículos afirmam que a produção não traz grandes revelações para quem já acompanha o caso desde 2007. Outro ponto recorrente é a falta de profundidade em personagens centrais fora de Amanda, como a vítima Meredith Kercher, o condenado Rudy Guede e o ex-empregador Patrick Lumumba. Também pesa o fato de que a família de Kercher não participou do projeto, o que reacende discussões éticas sobre a centralização da narrativa na americana.
Imagem: Divulgacao via tangerina.uol.com.br
Apesar das ressalvas, A História Distorcida de Amanda Knox amplia o catálogo de true crimes do Disney+ e mantém o debate sobre erros judiciais em evidência, enquanto a recepção segue dividida entre elogios à forma e críticas ao conteúdo.
Com informações de Tangerina
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