O músico Kevin Parker publicou nos Stories que não vai mais assinar autógrafos nem tirar fotos em frente a hotéis e aeroportos durante a etapa norte-americana da turnê Deadbeat. A decisão foi motivada pelo aumento de caçadores de autógrafos agressivos e por uma tática adotada por alguns fãs.
Kevin Parker, do Tame Impala, anunciou nesta segunda, 8, que não vai mais assinar autógrafos nem tirar fotos fora de hotéis ou em aeroportos. O comunicado foi publicado nos Stories do Instagram durante a etapa norte-americana da turnê do álbum Deadbeat.
“Devido ao aumento de caçadores de autógrafos agressivos, não vou mais assinar nada nem tirar fotos na frente de hotéis ou em aeroportos. Então, se você me encontrar por acaso, por favor, não fique ofendido se eu disser não”.
No mesmo conjunto de publicações, Parker explicou que a decisão foi motivada por uma tática específica adotada por alguns colecionadores profissionais: o uso de crianças para obter assinaturas. Sobre isso, ele afirmou de forma direta que a prática é inaceitável.
“Eu já não gostava disso antes, mas eles começaram a usar crianças, o que acho completamente errado”.
O termo “caçadores de autógrafos” refere-se a colecionadores que monitoram a localização de celebridades por meio de redes de informantes — citando funcionários de hotéis, motoristas de transfer e equipes de companhias aéreas — para depois revender itens autografados. Esses colecionadores costumam agir em calçadas públicas em frente a hotéis, um cenário em que a lei muitas vezes impede que a segurança privada remova as pessoas, segundo a descrição do fenômeno.
Em outro Story publicado na sequência, Parker também avisou que não vai mais sair para encontrar fãs nos estacionamentos após os shows, como vinha fazendo durante a etapa europeia da turnê. Ele justificou a mudança citando o crescimento do público nesses encontros e a incapacidade de a equipe garantir a segurança necessária.
“Os números estavam ficando fora de controle e não temos segurança para gerenciar isso, então minha equipe me aconselhou a não fazer mais”.
O músico encerrou a sequência de mensagens com um pedido para que o público aproveite os shows e volte para casa em segurança. A postura anuncia uma redução nos encontros informais com fãs fora de locais de apresentação e circulação, mantendo, por outro lado, as experiências dentro do formato dos shows.
A turnê Deadbeat tem contado com convidados especiais ao longo das datas. Em julho, Jennie, do BLACKPINK, subiu ao palco do TD Garden, em Boston, para cantar a versão colaborativa de “Dracula”, remix lançado em fevereiro que desde então tem sido presença constante nos shows solo da artista, incluindo a apresentação no Mad Cool 2026. Um dia antes daquela passagem, Parker havia dividido o palco com Djo, que está abrindo os shows desta fase da turnê.
A decisão de Parker reflete uma tensão crescente entre celebridades e colecionadores profissionais que transformam o encontro autêntico com fãs em atividade comercial e logística complexa. Para quem acompanha as datas da turnê, a orientação agora é aproveitar as apresentações e respeitar os limites apontados pelo artista e pela sua equipe.



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