O ator e diretor morreu na manhã de quarta (2/9) em casa, no Rio, aos 83 anos, segundo o filho Pedro Gracindo. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, construiu carreira no rádio, teatro, televisão e cinema desde 1959.
Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta, 2 de setembro de 2026, em casa, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. A informação foi confirmada por seu filho, Pedro Gracindo, que afirmou que a morte ocorreu por causas naturais. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo em 21 de maio de 1943, o artista construiu uma carreira que atravessou rádio, teatro, televisão e cinema.
A trajetória de Gracindo Jr. começou cedo: aos quinze anos, em 1959, passou em um teste para a Rádio Nacional, onde atuou como ator, redator e disc-jóquei. Embora tenha cursado Psicologia, ele não chegou a exercer a profissão, preferindo seguir no universo das artes cênicas. No teatro, estreou em A Escada, de Oswald de Andrade, e participou de mais de 20 montagens ao longo da vida como ator, diretor ou produtor.
No âmbito televisivo, Gracindo Jr. esteve presente em momentos históricos. Ele integrou o elenco da inauguração da TV Globo, em 1965, e entrou em cena em Rosinha do Sobrado, a segunda novela da emissora, exibida naquele mesmo ano. Ao longo das décadas, participou de produções que ajudaram a consolidar a teledramaturgia brasileira, entre elas Padre Tião (1966), onde formou par com Marília Pêra; A Próxima Atração (1970); Os Ossos do Barão (1973); Supermanoela (1974); Mandala; Rainha da Sucata; Explode Coração; Celebridade e Rei Davi.
Filho do consagrado Paulo Gracindo (1911–1995), ele construiu identidade artística própria e dividiu a tela com o pai em momentos marcantes. Em O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes, pai e filho contracenaram; em O Casarão (1976) os dois interpretaram versões jovem e idosa do mesmo personagem, João Maciel, uma construção frequentemente lembrada como um dos destaques de suas carreiras.
Gracindo Jr. também passou pela Rede Manchete, integrando o elenco de Dona Beija, e atuou atrás das câmeras: dirigiu Marron-Glacé, assumiu a direção de Os Trapalhões em 1983, supervisionou a dramaturgia da Globo e trabalhou em produções teatrais e cinematográficas. No cinema, participou de títulos como Os Homens que Eu Tive (1973), Bufo & Spallanzani, Primo Basílio (2006) e Segurança Nacional. Além disso, esteve envolvido na criação e apresentação dos primeiros videoclipes de artistas brasileiros exibidos no Fantástico, um capítulo menos associado ao seu nome, mas relevante na história da música na televisão.
Gracindo Jr. estava afastado das telas havia cerca de oito anos. Deixa a esposa, Daisy Poli, com quem viveu por mais de 50 anos; cinco filhos, entre eles os atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte; e sete netos. O velório será aberto ao público nesta quinta, 3 de setembro, a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro. A cremação está marcada para as 14h10.
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