A Copa do Mundo de 2026 já tem candidata a hino oficial. 'DNA', com grandes nomes da música, promete repetir o sucesso de 'Waka Waka' e emocionar milhões de fãs.
Toda Copa do Mundo é um espetáculo que não só encanta com o futebol, mas também com suas músicas tema, que tentam capturar a essência do torneio. Desde a inesquecível ‘Waka Waka (This Time for Africa)’, de Shakira, que se tornou a canção de Copa mais tocada da história após 2010, até ‘The Time of Our Lives’, do Il Divo, que ainda ressoa entre os fãs que viveram a Alemanha de 2006, a história das músicas de Copa é tão rica quanto os próprios Mundiais.
Agora, com a chegada da Copa de 2026, a expectativa gira em torno de ‘DNA’, que conta com a participação de grandes nomes como Andrea Bocelli, David Guetta, Megan Thee Stallion e EJAE. A pergunta que não quer calar é: será que essa música terá a força necessária para marcar a história do torneio?
Para explorar as possibilidades de ‘DNA’, a Casa das Fofocas conversou com o DJ e produtor musical JESTFLY, que trouxe insights sobre o que torna uma música de Copa inesquecível. Segundo ele, as faixas que se destacaram nas edições anteriores têm características em comum que vão além da qualidade sonora. “Uma música da Copa precisa ser compreendida rapidamente, porque compete pela atenção do público com o jogo, os torcedores e toda a emoção do evento”, afirmou JESTFLY.
“Refrão simples, repetição intensa e fácil assimilação são fundamentais para que as músicas se tornem clássicos ao longo do tempo”, complementou.
Ele ressalta que ‘DNA’ traz uma proposta que se distancia da fórmula popular imediata, buscando uma conexão mais global e diversificada, refletindo a escala do evento. No entanto, essa abordagem acarreta um desafio: transformar essa colaboração internacional em uma canção que seja facilmente lembrada pelos torcedores.
JESTFLY destacou que, embora a presença de artistas renomados possa atrair a atenção, a música precisa encontrar uma conexão simples com o público. “Não basta ter grandes nomes. Para se tornar uma memória afetiva, a música precisa tocar o coração das pessoas”, explicou.
Outro ponto interessante sobre a Copa de 2026 é que, pela primeira vez, o torneio terá duas músicas de identidade simultâneas. Além de ‘DNA’, a canção ‘Dai Dai’, uma parceria entre Shakira e Burna Boy, também foi anunciada como oficial. Isso mostra como a FIFA está se adaptando às novas formas de consumo musical, criando uma experiência mais fragmentada, onde diferentes faixas competem por atenção.
Por fim, JESTFLY enfatizou que a emoção coletiva é o verdadeiro ingrediente que faz uma música transcender o torneio. “Uma música pode se tornar viral, mas só se conecta verdadeiramente com as pessoas quando surge de forma orgânica”, finalizou. A apresentação de ‘DNA’ ao vivo no Estádio Azteca, minutos antes do apito inicial de México e África do Sul, foi um passo importante, mas só o tempo dirá se a música se tornará parte da memória afetiva dos torcedores ou será esquecida após o campeonato.
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