O etarismo na indústria cinematográfica é um tema que vem ganhando cada vez mais destaque, especialmente quando observamos os dados de uma nova pesquisa realizada pelo Centre for Aging Better. Este estudo, que analisou os filmes de maior bilheteira do Reino Unido nos últimos três anos, trouxe à luz informações que surpreendem e preocupam ao mesmo tempo.
Segundo o levantamento, é mais fácil encontrar um filme que apresente um animal falante como personagem principal do que uma mulher com mais de 60 anos ocupando esse mesmo espaço. Esses dados lançam um olhar crítico sobre a representatividade feminina no cinema, especialmente em idades mais avançadas, refletindo padrões de envelhecimento que muitas vezes são ignorados.
Essa pesquisa revela que, embora a indústria tenha avançado em várias frentes, a inclusão de mulheres mais velhas ainda é um desafio significativo. Muitas histórias ainda são contadas sob a perspectiva de personagens mais jovens, enquanto as experiências e vivências das mulheres acima dessa faixa etária acabam sendo deixadas de lado.
Um dos principais pontos levantados pelo estudo é a necessidade de uma mudança de narrativa.
“Precisamos urgentemente de mais histórias que incluam mulheres mais velhas, que refletem a diversidade e a riqueza da experiência humana”,
afirma um dos pesquisadores. Essa citação ilustra a urgência de se criar um espaço maior para essas narrativas nas telas. Além disso, a pesquisa destaca que, enquanto os animais falantes têm se tornado uma presença comum nas produções cinematográficas, a presença de protagonistas femininas mais velhas é quase uma raridade. Isso levanta questões sobre como o público se relaciona com essas histórias e quais mensagens estão sendo transmitidas sobre a idade e a feminilidade ao longo do tempo.
Com a crescente demanda por representatividade e diversidade, é esperado que a indústria do cinema comece a se adaptar e a incluir mais personagens femininas de todas as idades, especialmente aquelas que têm muito a oferecer em termos de experiências e histórias. A hora de mudar essa narrativa é agora, e isso pode ser um passo importante para criar um cinema mais inclusivo e reflexivo.




Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




