Diogo Venturieri e Didy Reis — o casal decidiu passar três meses sem sexo por escolha própria para reorganizar a energia da relação e fortalecer a conexão emocional antes de retomar a intimidade física.
- O ex-ator de Malhação, Diogo Venturieri, e a influenciadora e terapeuta sexual Didy Reis ficaram três meses sem sexo.
- A pausa foi planejada e não decorreu de crise ou falta de desejo, segundo Didy.
- O casal usa projetos como o DidyCast e o Método Orum para falar sobre tantra, consciência corporal e prazer consciente.
- Após a interrupção, a retomada da vida íntima foi mais consciente e profunda, afirmam os dois.
Por que eles decidiram pausar
Conhecidos por abordarem sexualidade sem rodeios nas redes e em trabalhos sobre tantra, Diogo e Didy optaram por interromper a rotina sexual para sair do automático e redescobrir o que os unia além do desejo. A proposta era fortalecer a conexão emocional antes de retomar o físico, não castigar nem demonstrar crise.
“A gente quis fortalecer a conexão emocional antes da conexão física. Não era sobre negar o sexo ou fazer algum tipo de sacrifício. Era sobre entender quem a gente era como casal quando o desejo deixava de comandar tudo. Hoje as pessoas vivem a intimidade muito no impulso e pouco na presença” — Didy Reis, entrevista
O que mudou na relação
Diogo conta que a dinâmica do casal foi transformada. Com o sexo fora do centro, outras áreas ganharam espaço: conversa, escuta e afeto passaram a aparecer com mais força, revelando padrões que antes rodavam no piloto automático.
“Quando você tira o sexo do centro por um tempo, outras coisas começam a aparecer com mais força. Conversa, escuta, afeto, vulnerabilidade. A gente percebeu o quanto muita coisa na relação já acontecia no automático. Foi desconfortável em alguns momentos, mas também foi muito revelador” — Diogo Venturieri, entrevista
Tantra, prazer e desaceleração
Didy, que já aborda orgasmo tântrico e consciência corporal publicamente, reforça que tantra não é sinônimo de performance ou excesso. Para ela, prazer inclui pausa, silêncio e presença — passos que começaram muito antes do toque físico.
“As pessoas acham que falar de prazer é falar de excesso, mas, para mim, também é falar de silêncio, escuta e desaceleração. O tantra não começa no toque. Começa na maneira como você se conecta consigo mesmo e com o outro” — Didy Reis, entrevista
“Quando a conexão física voltou, ela voltou muito mais consciente. Não foi sobre quantidade, foi sobre profundidade. A gente percebeu que desejo também precisa respirar para continuar vivo” — Didy Reis, entrevista
Pausa como cuidado
Além de renovar a intimidade, a experiência ajudou o casal a confrontar pressões sociais sobre longa duração e vida sexual ativa. Diogo destaca que pausar pode ser um gesto de cuidado, contrapondo a ideia de que intensidade é sempre sinônimo de profundidade.
“Existe uma pressão para o casal provar o tempo inteiro que está conectado sexualmente. A gente descobriu que, às vezes, pausar também é uma forma de cuidado. Nem toda intensidade significa profundidade” — Diogo Venturieri, entrevista
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Crédito da imagem: Reprodução / Quem
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