Déia Freitas — a podcaster por trás de Não Inviabilize, premiado pela APCA e entre os 20 podcasts mais ouvidos no mundo no Spotify, vem transformando sucesso em benefícios reais para sua equipe.
- Venceu o prêmio APCA de melhor podcast e entrou no top 20 mundial do Spotify.
- Divide parte do faturamento com a equipe, contratada pela CLT.
- Adotou escala de trabalho 4×3 (32 horas semanais) sem reduzir a produtividade.
- Criou a Construpônei para construir apartamentos para familiares e funcionários.
De Santo André ao topo dos podcasts
Filha única, criada em Santo André, Déia transformou perdas e experiências pessoais em impulso criativo. O resultado virou o podcast Não Inviabilize, reconhecido pela crítica e pelo público.
“Quando eu recebi a notícia que fui premiada pelo APCA, eu não acreditei. É uma prêmio que eu respeito muito. Fiquei feliz ao saber que gente muito qualificada parou para ouvir.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
Relação direta com o público
Nas redes, Déia mantém um diálogo franco: não se coloca num pedestal nem deixa o público desumanizá-la. Essa postura também apareceu em situações embaraçosas — como quando presenteou assinantes e precisou se desculpar pela logística.
“Não me coloquei no lugar de criadora e deixei meu público no lugar de fãs. Não me deixo desumanizar. Eu falo que errei, mas também dou bronca quando estão me pressionando, enchendo meu saco.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
“Eu me empolguei. Falei: ‘gente, fiz besteira’. Fui muito sincera. Tão sincera que apareceu uma empresa que custeou o envio.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
Modelo de trabalho: 4×3 e CLT
A primeira renda veio de um financiamento coletivo. Depois, Déia passou a dividir o que sobrava com quem trabalhava com ela e formalizou a equipe pela CLT, garantindo férias e plano de saúde.
“Eu venho do varejo, trabalhava em shopping. Então sei o que é trabalhar de segunda a segunda.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
“A gente conseguiu chegar na meta de trabalhar 32 horas por semana sem cair o rendimento em absolutamente nada. Acredito que até empresas maiores conseguiriam fazer esse esquema, nem que fosse revezando as equipes.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
Construpônei: casa própria para quem ajuda a construir o projeto
Para materializar um sonho antigo — ter casa própria — Déia criou a Construpônei e estruturou as regras: o benefício vem após dois anos de trabalho. Hoje, metade da equipe já conquistou imóvel pelo projeto.
“Como que eu vou chegar na minha equipe e falar: ‘comprei uma casa’ e seguir todo mundo morando de aluguel? É errado.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
“Hoje, somos seis funcionários e três deles já tem casa própria. A única regra é que você só ganha sua casa depois de 2 anos de trabalho.” — Déia Freitas, conversa com Marie Claire, por telefone
Para ler a matéria original com mais detalhes, veja a reportagem da Marie Claire.
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Crédito da imagem: Reprodução / Marie Claire
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