Personagens da franquia James Bond foram responsáveis por algumas das escolhas de figurino mais memoráveis do cinema, desde os ternos sob medida do protagonista até peças ícones usadas por aliados e antagonistas. Ao longo das produções, figurinistas exploraram cortes, cores e acessórios que influenciaram a moda em tela, incluindo looks informais como o uso de toalha em Goldfinger e opções formais como blazers de linho e golas altas justas.
Dr. No — Dr. No (1962). Figurinista: Tessa Prendergast. A aparência do primeiro vilão de tela, interpretado por Joseph Wiseman, destacou a jaqueta tipo Nehru com gola mandarim, inspirada em uniformes militares. A peça serviu de referência para outros antagonistas da série, citando influências que vão de Blofeld até Lyutsifer Safin em No Time To Die.
Pussy Galore — Goldfinger (1964). Figurinista: Elsa Fennell. Chefe da aviação particular de Auric Goldfinger, a personagem combina funcionalidade e elegância: do terno preto com detalhes dourados a uma blusa transpassada roxa, além da imagem de quem pratica judô, mantendo sempre um visual alinhado com Bond.
Auric Goldfinger — Goldfinger (1964). Figurinista: Elsa Fennell. O antagonista vivido por Gert Fröbe exibe uma paleta que remete ao ouro — tons âmbar, castanhos e mel — e um conjunto notável durante a cena de golfe, que inclui boina, jaqueta de estilo preppy e plus fours, ampliando sua presença cênica.
Tracy di Vicenzo — On Her Majesty’s Secret Service (1969). Figurinista: Marjory Cornelius. Desde a primeira aparição em um vestido com mangas diáfanas até o traje branco em um cassino e o chapéu fedora nas cenas de equitação, Diana Rigg encarna figurinos marcantes; no casamento, usa um macacão com aplicação de margaridas.
Solitaire — Live And Let Die (1973). Figurinista: Julie Harris. Jane Seymour interpreta uma cartomante cujos trajes coloridos e variados — entre eles um macacão turquesa detalhado, um vestido vermelho e dourado e uma camisola rosa translúcida — incluem também adereços de cabeça típicos da década de 1970.
May Day — A View To A Kill (1985). Figurinistas: Emma Porteous, Azzedine Alaïa. Personagem de Grace Jones, com figurinos concebidos por Azzedine Alaïa, apresenta capas com capuz, vestidos justos e elementos em couro, alinhando estilo dramático e funcionalidade nas cenas de ação.
Pam Bouvier — Licence To Kill (1989). Figurinista: Jodie Tillen. Interpretada por Carey Lowell, a personagem usa um vestido com barra destacável projetado para facilitar o acesso a uma arma no liguero ou a fuga em perseguições. A peça empregou 160 fixadores e velcro, com bordados que exigiram um mês de trabalho; a solução partiu de uma ideia do diretor John Glen.
Xenia Onatopp — GoldenEye (1995). Figurinista: Lindy Hemming. Famke Janssen vive a assassina russa cujo guarda‑roupa mistura ternos cortantes, minivestidos góticos e luvas pretas, por vezes complementados por adereços espelhados. Um chapéu de aba larga usado em cena foi criado por Philip Somerville, o mesmo designer responsável pelo chapéu de pele de Elektra King em The World Is Not Enough.
Vesper Lynd — Casino Royale (2006). Figurinista: Lindy Hemming. Eva Green surge com peças de alto valor percebido, como um sobretudo Alexander McQueen e um vestido roxo Roberto Cavalli com decote profundo e costas abertas, usado na sequência do torneio de pôquer.
Silva — Skyfall (2012). Figurinista: Jany Temime. Javier Bardem apresenta um visual mediterrâneo refinado — jaqueta de seda cremosa de um botão, camisa de seda Prada, colete oliva e botas Jeffery‑West Marriott Brogue Cricket Chelsea — que reforça a sensibilidade e a instabilidade do personagem.
Ao longo das telas, a combinação entre roteiro, direção de arte e figurino ajudou a consolidar imagens que extrapolam as cenas e passam a fazer parte do repertório estético associado a Bond e seus coadjuvantes.
Com informações de 007
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