A atriz norte-americana Jamie-Lynn Sigler, de 44 anos, relatou os motivos que levaram ao fim do namoro com o ator Jerry Ferrara, colega de elenco da série Entourage: Fama & Amizade (2004–2011), em seu novo livro de memórias. A obra, intitulada And So It Is….: A Memoir of Acceptance and Hope, foi lançada em 5 de maio de 2026.
Segundo Sigler, os dois se conheceram nas gravações de Entourage, onde chegaram a interpretar um casal em vários episódios. O romance durou cerca de um ano depois de o vínculo entre eles evoluir rapidamente para um relacionamento sério.
Em trechos do livro, a atriz, conhecida por trabalhos como Família Soprano (1999–2007) e o filme Um Visto Para o Coração (2012), conta que decidiu ser franca sobre seu diagnóstico de esclerose múltipla quando a relação se tornou mais íntima. Ela relata que, ao revelar a condição, Ferrara não hesitou em dizer que queria continuar ao seu lado.
Sigler descreve Ferrara como um apoio importante naquele período, afirmando que ele a ajudou a resgatar o prazer pela atuação e a lembrar de seu talento, em vez de focar na ansiedade sobre a opinião alheia. Ela diz que ele a incentivou a ver a profissão de forma mais leve e foi presente nos momentos difíceis.
A atriz também aborda preocupações práticas relativas à doença, citando situações que poderiam ocorrer em decorrência da esclerose múltipla, como perda de controle da bexiga, e afirma que uma pessoa que a amasse a veria nos piores momentos sem deixar de desejá-la.
Com o fortalecimento do vínculo, o casal cogitou comprar uma casa e Sigler chegou a imaginar a possibilidade de se casar novamente e formar uma família com Ferrara. No entanto, a progressão da doença trouxe um agravamento dos sintomas — a pior crise que ela havia enfrentado até então — e passou a interferir diretamente no relacionamento.
Ela relata que os papéis entre os dois se inverteram, com Ferrara assumindo mais o papel de cuidador e ela se posicionando como paciente. O impacto emocional e físico sobre ambos gerou sobrecarga, e Sigler passou a sentir ressentimento pela própria condição. Em livro, conta que provocava discussões para tentar afastá-lo, numa tentativa de poupá‑lo da espiral de depressão que temia vivenciar.
O término ocorreu em 2009. Ao recordar o desfecho, Sigler afirma: “Ele era bom demais para isso. Ele merecia mais.”
Com informações de Revistamonet.globo
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