O tapete vermelho do Metropolitan Museum of Art transformou-se em uma mostra de arte viva na noite de segunda-feira (4). Com o tema “Costume Art” e o dress code “Fashion is Art”, o Met Gala 2026 estimulou abordagens além do glamour tradicional e levou artistas a adotarem caracterizações extremas, que dificultaram a identificação imediata das celebridades.
Destaques de transformações
Bad Bunny foi um dos nomes mais comentados da noite. O cantor porto-riquenho Benito apareceu com cabelos e barba totalmente grisalhos, uso de próteses faciais e postura curvada, apoiado por uma bengala. A produção dava a impressão de um envelhecimento acelerado e, segundo o próprio artista, era uma forma de expressão: “Hoje é um dia perfeito para expressar-se de uma maneira diferente”. A escolha de Bad Bunny fazia referência à seção “The Ageing Body” (O Corpo Envelhecido) da exposição, que relaciona transformação física e moda, e a caracterização sugeriu que ele envelhecera cerca de 40 anos.
Heidi Klum transformou-se em uma estátua de mármore. Conhecida por suas produções elaboradas, a supermodelo apareceu coberta por uma textura que simulava pedra em uma peça assinada por Mike Marino. O visual lembrava esculturas clássicas, como o Cristo Velado, com parte do rosto parecendo esculpido e uma expressão gélida, reforçando a proposta de tornar o corpo em objeto artístico.
Katy Perry optou por um visual que ocultou sua identidade. A cantora usou uma criação de Stella McCartney que transitava entre um uniforme de esgrima e uma armadura futurista. O destaque foi um acessório de cabeça que cobria totalmente o rosto, criando uma silhueta anônima e tecnológica que desafiou a ênfase contemporânea na visibilidade facial.
O resultado no tapete vermelho foi uma sequência de transformações que privilegiam a peça e o conceito sobre a identificação imediata das estrelas, alinhadas ao tema e à curadoria do evento.
Com informações de Revistaquem.globo
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