Kylie Jenner foi alvo de uma ação judicial proposta por mais uma ex-funcionária, que alega ter sofrido assédio moral e discriminação racial enquanto trabalhava para a empresária. Documentos obtidos pelo Los Angeles Times e pelo site Page Six mostram que a petição foi protocolada na corte de Los Angeles na última quarta-feira (29).
A autora do processo, Juana Delgado Soto, afirma ter começado a prestar serviços para Jenner em maio de 2019. Segundo a ação, durante os primeiros anos de trabalho Soto não teria direito a pausas para descanso ou refeições. A ex-funcionária aponta que a situação piorou quando Itzel Sibrian passou a ser seu supervisor, no fim de 2023.
De acordo com as alegações no processo, Sibrian teria zombado do sotaque de Soto e dito que ela era “estúpida” por ser imigrante. Após reclamar ao setor de recursos humanos, a supervisão foi temporariamente afastada, mas, quando retornou, passou a reduzir o salário da empregada de US$ 41,66 para US$ 35 por hora, impor carga de trabalho excessiva e alterar seus horários.
Soto relata ainda que, ao pedir para sair mais cedo por conta de seu aniversário, ouviu do supervisor: “Ninguém liga para o seu aniversário. Kylie terá um jantar”. Por causa dessa decisão, segundo o relato, ela ficou até tarde no trabalho e perdeu sua própria festa surpresa. Em outra ocasião, Patsy e Elsy — supervisoras da casa que, junto com Jenner, foram processadas por outra ex-funcionária em abril — teriam impedido que Soto se ausentasse após a morte repentina do irmão.
As autoras da ação afirmam que as supervisoras ironizavam os pedidos de ausência e chegaram a jogar lixo no chão para obrigar Soto a recolhê-lo. A ex-empregada diz ter escrito uma carta a Kylie Jenner relatando os abusos: “Eu preciso expressar o quanto estou sendo terrivelmente abusada psicologicamente”, teria escrito, e pediu desculpas por expor a situação, afirmando acreditar que Jenner não permitiria tais condutas se estivesse ciente.
Conforme a queixa, no dia seguinte à entrega da carta Soto não só teve as reclamações ignoradas, como também recebeu ameaças de demissão e foi advertida a nunca mais contatar qualquer integrante da família Kardashian/Jenner — incluindo a proibição de olhá-las.
O processo contém 20 acusações, entre elas discriminação racial, assédio racial, retaliação contra denunciante e imposição intencional de sofrimento emocional. Até o momento, Kylie Jenner não se manifestou sobre as alegações.
Com informações de Revistamonet.globo
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