Trajetória marcada por violência, controle e reconciliação com o irmão
A recente estreia do filme Michael reacendeu o interesse sobre La Toya Jackson, irmã de Michael Jackson, cuja vida pública foi marcada por episódios de violência, controle e controvérsia. Aos 69 anos, La Toya tem reduzido suas aparições públicas por causa de problemas de saúde registrados desde 2025 e atualmente vive de forma reclusa em uma mansão na Califórnia, nos Estados Unidos, sem realizar mais apresentações.
La Toya relatou abusos físicos e emocionais praticados por seu pai, Joe Jackson, em sua autobiografia La Toya: Growing Up in the Jackson Family, publicada em 1991. No livro, ela descreve uma educação rígida e voltada ao sucesso artístico dos filhos, além de relatar que, junto com Michael, participava de atividades como evangelização como membro das Testemunhas de Jeová.
Entre 1980 e 1986, La Toya lançou quatro álbuns e obteve sucesso moderado, sem atingir a projeção de Michael. Em 1987, seu pai contratou o empresário Jack Gordon para gerir a carreira da filha. Gordon mudou o direcionamento artístico de La Toya para uma imagem mais sensual, o que causou estranhamento na família, segundo relatos de Katherine Jackson em My Family: The Jacksons.
Com o tempo, Gordon isolou La Toya dos parentes e assumiu controle sobre seus contatos e acesso à mídia. O casal se casou em 1989. Em Starting Over, de 2011, La Toya afirmou que o casamento foi forçado, relatando episódios de agressão, vigilância e privação de liberdades básicas — inclusive ser trancada em um armário, proibição de leituras e contato com amigos, além de intimidações físicas.
A cantora passou a aparecer publicamente com sinais de violência e foi obrigada a cumprir contratos e aparições com os quais não concordava, incluindo um ensaio para a revista Playboy. Em 1990, fotógrafos registraram La Toya com hematomas em Roma; na ocasião, Gordon afirmou à imprensa que a suíte do casal havia sido invadida por homens armados, conforme reportagem do Los Angeles Times.
La Toya obteve o divórcio em 1996, com auxílio do irmão Randy. Na época, ela afirmou que Gordon planejava colocá-la em um filme pornográfico, e a separação foi concedida com base em leis que protegem mulheres de violência física e psicológica. Após o fim do casamento, La Toya restabeleceu laços com Michael e demais familiares.
A relação entre La Toya e Michael sofreu rupturas públicas. No início, Michael colaborou em faixas de seus primeiros álbuns, mas após seu casamento com Gordon a relação se deteriorou. Em 1993, quando Evan Chandler acusou Michael de abuso sexual envolvendo o filho Jordan, La Toya participou de programas de TV. Inicialmente declarou apoio ao irmão, mas, semanas depois, fez comentários afirmando que conhecia comportamentos inadequados de Michael, chegando a chamá-lo de pedófilo na época.
Em 2003, La Toya voltou atrás e disse não ter provas das acusações que fez anteriormente, afirmando ter sido coagida por Gordon a prejudicar a carreira de Michael. Ela declarou publicamente seu amor pelo irmão e, ainda em 2003, Michael teria perdoado La Toya. Em 2011, já após a morte do cantor em 2009, La Toya relatou ao programa Access Hollywood Live que Michael lhe dizia conhecê-la e entender que ela não agiria para magoá‑lo, citando também a influência de Gordon sobre suas declarações e escolhas.
Atualmente, La Toya permanece fora dos palcos e tem limitado contato público em razão dos problemas de saúde que vêm sendo relatados desde 2025.
Com informações de Revistamarieclaire.globo
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