Príncipe Harry demonstrou relutância até os instantes finais antes de renunciar às funções reais, segundo trechos do novo livro do biógrafo real Hugo Vickers, intitulado “Queen Elizabeth II”. A obra relata que o filho mais novo do Rei Charles III chegou a considerar negociações para manter algum vínculo com a instituição.
Desde janeiro de 2020, Harry e sua esposa, Meghan Markle, abriram mão de deveres oficiais e se estabeleceram em Montecito, Califórnia, onde vivem com os filhos: o príncipe Archie, de seis anos, e a princesa Lilibet, de quatro anos. O livro de Vickers traz detalhes sobre as conversas que antecederam a saída definitiva do casal da Família Real.
De acordo com o biógrafo, Harry queria um arranjo “meio dentro, meio fora” — a possibilidade de trabalhar para a realeza ao mesmo tempo em que mantinha autonomia financeira. Quando o casal apresentou a proposta ao restante da família, ficou claro que essa alternativa não seria aceita.
Vickers descreve que, no início de 2020, os três secretários privados — Edward Young (da Rainha), Clive Alderton (do então Príncipe Charles) e Simon Case (do Príncipe William) — se reuniram em Sandringham para formular uma proposta a William. Ainda segundo o autor, Harry foi recebido em seguida pela Rainha Elizabeth II, pelo então Príncipe de Gales e por William, quando lhe foi apresentado o ultimato: permanecer totalmente integrado à monarquia ou deixar as funções reais de forma definitiva.
Após esse encontro, Harry regressou ao Canadá — onde vivia temporariamente — tendo decidido, segundo Vickers, afastar-se da instituição, embora com relutância e mantendo abertura para discutir soluções com a Rainha. O episódio antecedeu o anúncio público da retirada do casal das atividades oficiais.
Na declaração divulgada logo depois da reunião em Sandringham, a Rainha afirmou que a família havia mantido conversas construtivas sobre o futuro do casal e de sua família, que apoiava o desejo de Harry e Meghan de buscar uma nova vida. A monarca disse preferir que permanecessem como membros plenos da família real, mas mostrou compreensão pela escolha do casal de levar uma vida mais independente, ressaltando que havia acordado um período de transição envolvendo tempo no Canadá e no Reino Unido e que decisões finais seriam tomadas nos dias seguintes. Também foi mencionado que Harry e Meghan manifestaram a intenção de não depender de fundos públicos em sua nova etapa.
A biografia de Hugo Vickers acrescenta detalhes sobre esses encontros e reforça que a decisão de Harry não foi tomada de forma imediata, mas envolveu negociações e hesitações até o momento da saída oficial.
Com informações de Revistamonet.globo
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