Sharon Stone – A eterna estrela de “Instinto Selvagem” contou que vem apertando o botão de avançar sempre que uma cena de sexo mais explícita surge em séries ou filmes recentes, porque prefere alimentar a imaginação ao invés de encarar “sexualidade agressiva” na tela.
Durante entrevista ao programa “CBS Mornings”, a atriz de 68 anos respondeu à apresentadora Gayle King, que relembrou a famosa cruzada de pernas de 1992. Stone destacou que o trecho polêmico dura segundos, mas alimentou o fascínio do público por décadas.
“E, por isso, as pessoas estavam desesperadas tentando descobrir. E acho que essa ideia, essa expectativa, esse fascínio, esse mistério, essa curiosidade, esse desejo — é nisso que toda a nossa sexualidade mais profunda se baseia”
Botão de pular ativado
Na conversa, a artista afirmou que a maioria das produções atuais ignora o mistério e entrega conteúdo explícito demais para o seu gosto.
“Muitas vezes hoje em dia, quando começam cenas de sexo na TV, eu pulo. Não quero ver. Não quero ter que passar por toda essa sexualidade explícita e agressiva. Para mim, isso rouba da minha própria imaginação. E eu prefiro o meu anseio, o mistério, o desejo. Quero manter isso vivo dentro de mim”
Feridas antigas
A vencedora do Timeless Award, recebido em 9 de janeiro de 2026 em Los Angeles, também revelou que a repercussão de “Instinto Selvagem” teve consequências dolorosas em sua vida pessoal.
“De muitas maneiras, sinto que não fui protegida. E, ao mesmo tempo, sinto que fui punida pelo comportamento de outras pessoas”
“Eu perdi a guarda do meu filho… Meu filho foi colocado no banco das testemunhas no tribunal de custódia e perguntaram a ele se a mãe dele fazia filmes de sexo. Quer dizer, coisas que eram absurdamente inadequadas. As pessoas me trataram de formas… muito cruéis e maldosas, como se eu fosse algum tipo de mulher vulgar e promíscua”
Próximo ato
Apesar das críticas ao teor explícito de muitas produções, Stone integra o elenco da terceira temporada de “Euphoria”, drama que mescla temas adolescentes, saúde mental, dependência química e, claro, uma boa dose de sensualidade.
Fonte: Revista Monet
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