Morreu no último domingo (2), aos 73 anos, em Belo Horizonte, o compositor e músico Lô Borges, um dos nomes mais fundamentais da música brasileira. A informação foi confirmada pela família ao g1 e pelo hospital à Folha de S.Paulo.
Internado desde o dia 17 do mês passado após um quadro de reação a medicamentos, Lô Borges morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Dono de uma das obras mais influentes da MPB, Lô foi responsável por clássicos como “O Trem Azul”, “Via Láctea” e outros sucessos que marcaram diferentes gerações. Sua trajetória é inseparável do Clube da Esquina, movimento musical que revolucionou a música brasileira ao lado de Milton Nascimento, dos irmãos Márcio e Marilton Borges, Beto Guedes e outros artistas mineiros.
O álbum “Clube da Esquina”, lançado em 1972, é frequentemente citado por críticos e publicações internacionais como um dos maiores discos da história da música.
“O Brasil perde um de seus artistas mais geniais, inventivos e únicos”, afirmou Milton Nascimento (Bituca), amigo e parceiro musical de longa data.
O apresentador Serginho Groisman descreveu Lô Borges como um “menino prodígio da música”, dono de uma “alma gentil”.
O cantor e compositor mineiro Samuel Rosa afirmou estar “devastado” com a perda: “Meu amigo, você fará muita falta. Seu legado é definitivo. Você é um dos grandes, e eu — assim como o Brasil — tive o privilégio de compartilhar da sua nobre história.”
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