Francis Ford Coppola, 86 anos, decidiu colocar sete de seus relógios de alto padrão à venda após declarar que está “quebrado”. O cineasta afirmou, em entrevista ao The New York Times, que precisa “manter o barco à tona” depois do rombo financeiro causado por seu filme mais recente, “Megalópolis”.
Prejuízo milionário com “Megalópolis”
Lançado em setembro de 2024, o longa teve orçamento superior a US$ 100 milhões, mas faturou apenas US$ 14,4 milhões (R$ 77,4 milhões) nas bilheterias. Para viabilizar o projeto, Coppola investiu recursos próprios e vendeu duas vinícolas na Califórnia, mas o retorno ficou muito aquém do esperado.
Não é a primeira vez que o diretor enfrenta dificuldades financeiras. Em 1992, após o fracasso do musical “One from the Heart” (1982), ele declarou falência, devendo quase US$ 100 milhões (R$ 538 milhões) a credores.
Relógio exclusivo lidera o leilão
A peça mais valiosa é o FFC, modelo criado por Coppola em parceria com a relojoaria suíça F.P. Journe. Com mostrador “esqueleto” e uma mão enluvada que indica as horas, o exemplar tem lance inicial estimado em US$ 1 milhão (R$ 5,38 milhões). Em 2021, um protótipo semelhante foi arrematado por quase US$ 5 milhões (R$ 26,9 milhões).
Outras peças ofertadas
Também entram no leilão dois Patek Philippes, um Blancpain Minute Repeater, um IWC Chronograph, outro F.P. Journe e um Breguet Classique. As estimativas variam de US$ 3 mil (R$ 16 mil) a US$ 240 mil (R$ 1,2 milhão).
Coppola optou por manter em família um Audemars Piguet Perpetual Calendar, reservado para o bisneto, e contou que já presenteou seu único Rolex a um veterano de guerra. Atualmente, ele usa um Apple Watch, que descreveu como “algo muito mais plebeu”.
Em março, no podcast Tetragrammaton, o diretor confessou ter investido tudo o que possuía – e ainda tomado empréstimos – para concluir “Megalópolis”. Agora, espera que o leilão de seus relógios ajude a equilibrar as contas.
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