O sucesso de “A Hora Do Mal”, que ultrapassou US$ 200 milhões em bilheteria mundial e alcançou 95% de aprovação da crítica, volta a evidenciar a força do gênero terror como impulsionador tanto de inovações técnicas quanto da economia cinematográfica.
Raízes históricas do medo nas telas
Desde os primórdios do cinema, o terror serve de laboratório criativo. Em 1910, Thomas Edison financiou a primeira adaptação de “Frankenstein” em um curta de 12 minutos, produzido a baixo custo e inicialmente rejeitado por várias salas de exibição. Décadas depois, o diretor Roger Corman transformou produções baratas em plataforma para nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Jack Nicholson, Robert De Niro e James Cameron.
Exemplo brasileiro
No Brasil, José Mojica Marins hipotecou os próprios móveis para filmar “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” em 1964. A obra, que apresentou Zé do Caixão, inaugurou o terror nacional e provou que o gênero poderia dialogar com temas locais sem depender de fórmulas estrangeiras.
Por que gostamos de sentir medo?
Estudos citados na coluna indicam que a exposição controlada ao medo libera adrenalina e dopamina, seguida por endorfinas, criando sensação de alívio e bem-estar. Pesquisas ainda apontam maior resiliência entre fãs de filmes de terror, fator observado durante a pandemia de covid-19.
Mercado de baixo custo e alto retorno
Produções de terror costumam exigir orçamentos reduzidos e oferecem potencial de lucro elevado. O diretor brasileiro M. M. Izidoro lembra que “O Diabo Mora Aqui” foi realizado com valor equivalente ao de um carro, circulou por grandes festivais internacionais, recebeu prêmios e hoje integra o catálogo da Amazon Prime.
Imagem: Internet
Potencial subexplorado no país
Apesar do histórico de sucesso, o terror ainda recebe poucos investimentos no Brasil. A coluna defende que o incentivo ao gênero poderia ampliar receitas, revelar novos talentos e abordar questões culturais profundas, a exemplo do que Ryan Coogler fez nos Estados Unidos com “Pecadores”.
Para o autor, reconhecer a importância do terror é passo essencial para que o cinema brasileiro avance tecnicamente, narre seus próprios fantasmas e conquiste o público dentro e fora do país.
Com informações de UOL
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




