Dirigido por Chris Columbus, “Clube do Crime das Quintas-Feiras” adapta o livro homônimo lançado em 2020 por Richard Osman. A obra já soma quatro continuações — o volume mais recente chega às livrarias ainda este mês — e agora ganha versão cinematográfica com produção da Netflix.
Quatro detetives octogenários
No longa, quatro moradores de um condomínio para aposentados no interior da Inglaterra se reúnem semanalmente para investigar casos que a polícia não conseguiu solucionar. O grupo — formado por Elisabeth (Helen Mirren), o sindicalista Ron (Pierce Brosnan), o psiquiatra Ibrahim (Ben Kingsley) e a enfermeira Joyce (Celia Imrie) — vê a rotina mudar quando o assassinato de um investidor ameaça a tranquilidade do local. Decididos a proteger os vizinhos, eles passam a colaborar (nem sempre de forma ortodoxa) com a polícia, liderada pela personagem de Naomi Ackie.
Ao longo da investigação, o quarteto cruza o caminho de um empresário oportunista interpretado por David Tennant e de um mafioso dado como morto, vivido por Richard E. Grant. O elenco ainda inclui Jonathan Pryce, Paul Freeman e Tom Ellis, conhecido pela série “Lúcifer”.
Bastidores sem estrelismos
Após oito anos longe da direção cinematográfica — seu último filme foi “Pixels” (2015) —, Chris Columbus afirma ter se interessado pelo “tom espirituoso e, ao mesmo tempo, profundamente emocional” do livro de Osman. Segundo o cineasta, a história aborda envelhecimento e mortalidade de modo leve, sem recorrer a caricaturas do gênero policial.
Nos bastidores, o clima foi descrito pelos atores como “uma companhia de teatro”. Tom Ellis destacou a ausência de egos no set, enquanto Pierce Brosnan citou a camaradagem entre artistas que atravessam “o terceiro ato” da vida. “Eles têm 70, 80 anos e continuam curiosos”, resumiu o intérprete de Ron.
Por que o público gosta de mistérios?
Brosnan aposta que a participação ativa do espectador na tentativa de resolver o enigma justifica o fascínio pelo gênero. Ben Kingsley concorda: “Cada pessoa na plateia quer ser o detetive e desvendar o crime”, disse o ator, contrário a produções que subestimam a inteligência do público.

Imagem: Internet
Nostalgia e futuro da franquia
Para Columbus, a nostalgia é um elemento de peso nas bilheterias atuais, mas deve ser usada com cautela. O diretor lembra que sequências de clássicos como “Goonies” e “Gremlins” nunca saíram do papel por falta de uma ideia realmente boa. No caso de “Clube do Crime das Quintas-Feiras”, porém, ele já vislumbra continuações: “Tudo depende da recepção do público”, afirmou. Brosnan endossou a ideia, mas fez um alerta bem-humorado sobre o tempo: “É melhor se apressarem!”.
Sem data de estreia anunciada, “Clube do Crime das Quintas-Feiras” chega à Netflix com a promessa de combinar humor britânico, elenco experiente e um enigma que desafia o espectador a chegar antes dos detetives octogenários ao culpado.
Com informações de UOL
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