A TV Globo colocou no ar nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a reprise de “Terra Nostra” (1999-2000) na faixa Edição Especial, exibida logo após o Jornal Hoje. A decisão, segundo o colunista Ricky Hiraoka, contraria a estratégia adotada nos últimos anos, quando o horário foi reservado a novelas de grande êxito e forte apelo nostálgico.
Como foi a trajetória de “Terra Nostra”
Lançada em 1999 com status de superprodução, a obra de Benedito Ruy Barbosa registrou picos de 50 pontos de audiência na Grande São Paulo, ajudando a recuperar o desempenho do horário nobre após Suave Veneno. O projeto original previa três fases de 80 capítulos, exibindo a história dos descendentes dos protagonistas Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda) até o ano 2000. Com a boa resposta inicial, a emissora optou por condensar tudo em uma única fase e esticar a narrativa para 220 capítulos.
A mudança resultou em ritmo considerado lento, o que fez a audiência cair gradualmente. Na primeira reprise, dentro do Vale a Pena Ver de Novo, a novela passou por uma forte edição para ganhar agilidade, mas a resposta do público foi discreta.
Risco de perder terreno para a Record
Hiraoka avalia que a nova exibição pode abrir espaço para que o Balanço Geral, da Record, volte a ameaçar a liderança da Globo no horário. O jornalístico de Fabíola Reipert já vinha crescendo antes da criação da faixa Edição Especial, lançada justamente para conter o avanço da concorrência.
Imagem: Internet
Para o colunista, a escolha de um título que não figura entre as obras mais lembradas do público obriga Giuliana e Matteo a “cortar um dobrado” para evitar a fuga de espectadores para o canal rival.
Com informações de UOL
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