São Paulo, 29 de agosto de 2025 – Darren Aronofsky voltou à Nova York do fim dos anos 1990 para rodar “Ladrões”, adaptação do livro “Caught Stealing”, de Charlie Huston. Durante conversa com o jornalista Roberto Sadovski, o cineasta relembrou o processo de aquisição dos direitos da obra, apontou suas principais influências e elogiou o protagonista Austin Butler.
Retorno a um projeto antigo
O diretor contou que leu o romance de Huston em 2004, mas só conseguiu garantir os direitos há cerca de três anos, quando o próprio autor retomou o contato perguntando se Aronofsky ainda estava interessado. “Trabalhamos um ano no roteiro para encontrar a energia certa dos personagens e o clima da cidade naquela época”, explicou.
A “Nova York do auge da humanidade”
Para Aronofsky, o período retratado – a virada do milênio – representa um momento de otimismo mundial. “A maior ameaça era o bug do milênio e o presidente enfrentava apenas um caso extraconjugal”, disse, citando também a efervescência cultural: “punk, grunge, hip hop e música eletrônica estavam em alta”.
Influências cinematográficas
O cineasta revelou que buscou referências na chamada “Nova Hollywood” dos anos 1970, sobretudo em Sidney Lumet, diretor de “Um Dia de Cão”. Outra inspiração declarada é “Depois de Horas” (1985), de Martin Scorsese. O protagonista desse longa, Griffin Dunne, participa de “Ladrões” em um papel-chave – curiosamente, seu personagem volta a se chamar Paul.
A escolha de Austin Butler
Aronofsky aposta alto no intérprete de Hank Thompson. “Vejo nele um potencial tremendo. O público ainda não descobriu tudo o que ele pode fazer”, afirmou, destacando a diferença entre os papéis do ator em “Elvis”, “Duna: Parte Dois” e agora em “Ladrões”.
Imagem: Internet
Olhar para o East Village
Nascido no Brooklyn, o diretor diz que pouco mudou no East Village desde os anos 1990. “O bairro continua jovem e com energia incrível. Não há prédios com porteiro, então é difícil gentrificar a região”, comentou.
Ainda sem data oficial de estreia, “Ladrões” segue em pós-produção sob a batuta de Aronofsky, que, após revisitar suas origens, promete entregar um retrato frenético da Nova York pré-anos 2000.
Com informações de UOL
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




