Entre vinis e câmeras, a Geração Z se conecta ao passado: 15% preferem o ontem ao futuro e 37% sentem saudade dos anos 1990. Marcas com referências retrô conquistam 45% dos brasileiros.
Entre vinis e câmeras antigas, a Geração Z vive uma intensa conexão com o passado. Uma pesquisa da GWI, especializada em marketing, revela que essa geração é a mais nostálgica. Cerca de 15% dos jovens nascidos entre 1997 e 2006 preferem refletir sobre o passado do que pensar no futuro. Além disso, 37% dos entrevistados sentem saudade dos anos 1990, mesmo aqueles que não viveram ou não se lembram dessa época.
Esse sentimento de nostalgia se reflete nas escolhas de consumo. Conforme pesquisa da PiniOn, 45% dos brasileiros estão mais propensos a comprar produtos de marcas que utilizam referências nostálgicas. No entanto, essa discussão vai muito além das mercadorias.
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Thais Giuliani, especialista em gerações, afirma que existe de fato um movimento nostálgico entre os GenZs, mas isso não representa um comportamento universal. Ela explica que a nostalgia está mais relacionada às experiências do que aos objetos. O interesse por revistas, vinis ou tendências antigas envolve o desejo de vivenciar um estilo de vida diferente.
Embora conectada, a Geração Z demonstra crescente preocupação com os efeitos do excesso de tecnologia na saúde mental, o que impulsiona movimentos voltados para a qualidade de vida e um estilo de vida mais discreto. A nostalgia, portanto, surge como uma ferramenta nessa busca.
Esse apego a tempos passados pode ser um refúgio frente às incertezas do presente, bem como um reflexo da ansiedade em relação ao futuro. Os desafios são muitos, desde a crise climática até os impactos da inteligência artificial no trabalho.
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