Aos 21 anos, a jovem de Humaitá saiu do interior do Amazonas e se impôs nas passarelas internacionais. Na adolescência, fazia colagens com fotos de desfiles e escrevia cartas ao futuro — uma fé que a impulsionou.
Luíza Perote, uma jovem de 21 anos de Humaitá, no interior do Amazonas, teve uma ascensão impressionante no mundo da moda. Antes de conquistar as passarelas internacionais, Luíza já sonhava alto, dedicando horas na adolescência para criar mapas dos sonhos e escrever cartas para si mesma, como se estivesse no futuro.
“Eu fazia colagens com fotos de desfiles e escrevia: ‘Versace, estarei lá em tal ano’. E tenho cartas para mim mesma que dizem: ‘Querida Luíza, hoje você fez várias capas de revista e muitos desfiles’. Essa fé em mim sempre me moveu”, compartilha a modelo.
Sua história de determinação é ainda mais notável considerando que, na escola, Luíza enfrentou bullying e não conseguia ver seus talentos. Ela descreve essa fase como um momento em que não sabia o que queria, desejando apenas o que os outros queriam para ela. A grande virada aconteceu quando, aos 13 anos, foi descoberta por olheiros de uma agência em um shopping de Porto Velho, Rondônia. Pouco depois, Luíza venceu o concurso Back Model Amazônia em 2018.
Esse foi o início de uma jornada transformadora. “A moda me ajudou a ver beleza em mim mesma e a descobrir a minha paixão. Quando tive o primeiro contato com esse universo, pensei: ‘É isso que eu nasci para fazer’. Eu me encontrei”, revela Luíza. Ela começou a gravar vídeos desfilando no corredor de casa e a publicá-los nas redes sociais, o que gerou uma repercussão inesperada. Apesar de morar em uma cidade pequena, ela usou as redes sociais para se aproximar das pessoas e compartilhar seu sonho.
Hoje, Luíza continua a encantar com seus vídeos no TikTok, agora mostrando os bastidores dos desfiles e sua rotina de modelo. Mas antes de alcançar o sucesso, enfrentou muitos desafios. A descoberta aos 13 anos foi apenas o começo de um caminho repleto de negativas e dúvidas. “Fui descoberta aos 13, mas demorou para eu começar a trabalhar. A maior dificuldade era manter o meu sonho vivo.”
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