Aos 65 anos, o líder do Megadeth foi diagnosticado com contratura de Dupuytren, uma doença degenerativa que compromete as mãos. Em Nova York, Mustaine falou sobre fé, carreira e os ajustes que planeja.
Dave Mustaine falou sobre os novos desafios físicos que tem enfrentado em sua carreira. Hoje com 65 anos, o líder do Megadeth foi diagnosticado recentemente com a contratura de Dupuytren, uma condição degenerativa e incurável que afeta as mãos.
Em recente aparição no Kaufman Music Center, em Nova York, durante uma conversa especial para celebrar o lançamento de seu novo livro de memórias, In My Darkest Hour, Mustaine comentou sobre o diagnóstico e como isso tem influenciado seus planos pessoais e profissionais.
A contratura de Dupuytren foi apresentada por ele como uma nova limitação física em meio a um histórico de desgaste corporal acumulado ao longo de décadas na estrada. Além dessa condição nas mãos, Mustaine tem lidado com problemas no pescoço e tronco, incluindo hérnias de disco, artrite e uma vértebra lombar quebrada — questões que, segundo o músico, influenciaram decisões recentes sobre a carreira.
“Espero que Deus possa me curar e que haja algum tipo de nova tecnologia em que digam: ‘Ei, adivinha só? Quando você coloca sua mão nessa luva, bum — sua mão volta novinha em folha’. Isso seria muito legal, eu acho. Mas vou continuar tentando ser esperançoso e tocar o melhor que puder até lá.”
O relato de Mustaine destacou tanto o tom pessoal quanto o prático da situação: ele expressou fé e esperança por avanços médicos ou tecnológicos que possam melhorar sua condição, ao mesmo tempo em que reconheceu os limites que já impactaram as atividades do dia a dia e da carreira musical. A franqueza do músico sobre dores físicas e adaptações necessárias veio acompanhada de uma reflexão sobre continuidade e legado.
Esses problemas físicos motivaram o planejamento da atual turnê de despedida e do último álbum de estúdio do Megadeth. A decisão de encerrar a trajetória da banda em turnê e com um último disco foi enquadrada por Mustaine como uma resposta a um conjunto de questões de saúde que se acumularam ao longo do tempo, e não apenas à contratura de Dupuytren.
“Bem, tenho certeza de que continuarei envolvido com música de alguma forma, seja apenas ouvindo ou criando.”
Mesmo com o anúncio da despedida do Megadeth, Mustaine projetou que a música seguirá presente em sua vida de formas talvez diferentes daquelas vividas nas últimas décadas. Ele afirmou que continuará ligado ao universo musical, seja produzindo, escutando ou criando, sinalizando que a aposentadoria da banda não significa um afastamento completo das atividades artísticas.
A conversa no Kaufman Music Center serviu para que o músico compartilhasse sem rodeios os limites físicos que enfrenta e sua postura diante deles: uma mistura de esperança, pragmatismo e compromisso com a arte que construiu ao longo dos anos. As informações sobre diagnóstico, histórico de lesões e escolhas de carreira foram tratadas por Mustaine de maneira direta, deixando claras as razões por trás do cronograma atual do Megadeth e suas expectativas pessoais para o futuro próximo.
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