Uma apuração sobre a vida atual da ex-baterista Meg White terminou em erro quando o veículo que procurava a musicista publicou imagens de uma moradora de Detroit que não era a artista. Segundo relatos de uma investigação, repórteres acompanharam e fotografaram secretamente a mulher enquanto buscavam detalhes sobre a suposta “nova vida secreta” de White, chegando a publicar mais de uma dezena de imagens identificando-a como a ex-integrante do The White Stripes.
O equívoco persistiu mesmo depois de a mulher ter dito explicitamente que não era Meg White. De acordo com o relato, ao ser abordada por um repórter que afirmou que ela era a ex-baterista, a mulher riu e explicou que havia ocorrido uma confusão de identidade. Ainda assim, a equipe de reportagem interpretou um agradecimento feito por ela a respeito de um comentário sobre a música do The White Stripes como uma confirmação de que havia encontrado Meg.
Segundo fontes ouvidas, a mulher fotografada é amiga de Meg White. Um executivo da indústria musical próximo às duas afirmou que nenhuma delas sabia que estava sendo seguida ou fotografada. Karen Elson, ex-esposa de Jack White, chegou a publicar uma mensagem nas redes sociais apontando o erro e criticando a forma como a mulher foi acompanhada, publicação essa que depois foi apagada.
O veículo retirou a reportagem e as fotografias do ar na semana passada, sem publicar uma correção ou uma nota explicando o motivo da remoção. O veículo e o jornalista Joe Hutchison, responsável pela matéria, não responderam aos pedidos de comentário. Não houve, até o momento, uma explicação pública que detalhe como ocorreu a identificação equivocada.
Meg White viveu fora dos holofotes desde o fim oficial do The White Stripes, em 2011, e manteve uma postura reclusa: deixou de conceder entrevistas e passou a limitar as aparições públicas, continuando a residir em Detroit. Em novembro do ano passado, quando a dupla foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame, ela não compareceu à cerimônia; enviou uma mensagem que foi lida por Jack White.
Uma fonte próxima a Meg afirmou que a ex-baterista está bem e segue levando a vida privada que escolheu manter desde o encerramento da banda. Enquanto Meg permanece afastada da exposição pública, Jack White seguiu em atividade musical e, atualmente, estava em turnê para divulgar seu álbum mais recente, Frozen Charlotte (2026).
O caso reacende debates sobre práticas jornalísticas envolvendo vigilância de pessoas privadas e o risco de danos quando a identificação é errada. A sequência de fatos — acompanhamento, fotografia, publicação e remoção do material — também levanta perguntas sobre checagem de identidade, liberação de imagens e responsabilidades editoriais na cobertura de figuras que optam por uma vida reservada.
Fica registrada a versão dos eventos tal qual foi relatada pela investigação: houve acompanhamento e registro fotográfico de uma moradora de Detroit, a pessoa abordada negou ser Meg White, a matéria foi publicada com as imagens e posteriormente retirada sem explicação pública detalhada.



