O eterno Capitão Kirk, 95, fez duas apresentações em Chicago: no Riot Fest e no show de aquecimento. Ele e a banda tocaram versões de 'Crazy Train', 'Enter Sandman', 'Ace of Spades' e 'The Rage'.
William Shatner, o eterno Capitão Kirk, fez sua estreia nos palcos como artista de heavy metal em duas apresentações no fim de semana: uma no Riot Fest, domingo, 20, e outra em um show de aquecimento do festival, um dia antes. Ambos os shows ocorreram em Chicago, nos Estados Unidos, e chamaram atenção pela escolha do repertório e pela formação da banda que acompanhou o ator de 95 anos.
O setlist trouxe versões de clássicos do metal e do rock pesado, incluindo interpretações de “Crazy Train” (Ozzy Osbourne), “Enter Sandman” (Metallica), “Ace of Spades” (Motörhead) e “The Rage” (Judas Priest). Na apresentação de aquecimento, além desses covers, Shatner incluiu duas músicas autorais, “Sky” e “One Fear”, que fazem parte do projeto What the F is Heavy Metal?, seu primeiro álbum focado em som pesado, que ainda não tinha data de lançamento definida.
Acompanhando o ator, estava uma banda especial identificada como The *uckers, formada por músicos veteranos da cena: Marcus Nand, que trabalhou com Mike Tramp e Candice Night, atuou como guitarrista e diretor musical; Phil Soussan, ex-Ozzy Osbourne, tocou baixo; Britt Lightning (Vixen) esteve na guitarra; e Fred Aching (Kings of Thrash, Dead Groove) assumiu a bateria. Em postagem nas redes, o ator comentou a nova aventura musical:
“Eu explorei o espaço. Eu explorei o tempo. Agora… eu exploro a distorção.”
O projeto What the F is Heavy Metal? também reúne convidados de peso. Entre os músicos anunciados para o álbum estavam os guitarristas Brian May (Queen) e Tony Iommi (Black Sabbath), o vocalista Rob Halford (Judas Priest), o baixista John Moyer (Disturbed) e o baterista Dave Lombardo (ex-Slayer). Esses nomes reforçam a intenção de aproximar a sonoridade do disco às referências clássicas do heavy metal.
Embora não seja o primeiro registro musical de Shatner, a virada ao heavy metal representa um direcionamento diferente na sua discografia. O primeiro álbum do ator, The Transformed Man, saiu em 1968 e misturava monólogos de peças famosas com canções populares da época; ali, Shatner declamava as letras mais como texto teatral do que como canção. Ao longo da carreira, esse estilo de performance curioso rendeu tanto notoriedade quanto paródias em desenhos animados que reproduziram seu jeito declamatório.
Depois de uma longa pausa entre lançamentos, Has Been (2004) marcou o retorno com produção de Ben Folds e contou com participações de Henry Rollins, Aimee Mann, Joe Jackson e Brad Paisley. Desde então, William lançou mais nove álbuns de estúdio, transitando por estilos que vão do rock clássico ao blues, canções infantis e trabalhos de spoken word, até chegar agora ao experimento mais pesado apresentado em Chicago.
As duas apresentações do fim de semana ampliaram a conversa sobre a carreira musical de Shatner e sobre como artistas de outras áreas continuam explorando novos territórios sonoros, mesmo em idades avançadas.
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